“Verdadeiro antídoto”, diz juiz Luis Lanfredi, do CNJ, sobre documento elaborado pelo Veredas



Documento do Veredas, Conselho Nacional de Justiça e Fiocruz Brasília orienta gestores no enfrentamento ao estigma contra pessoas egressas do sistema prisional e suas famílias



O Instituto Veredas, ao lado da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz Brasília) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), lançou virtualmente nesta terça (3/11), a Síntese de Evidências Enfrentando o Estigma Contra Pessoas Egressas do Sistema Prisional e Suas Famílias. A síntese faz parte do conjunto de produtos de conhecimento lançado pelo Programa Fazendo Justiça, do CNJ, que apoia gestores na qualificação de intervenções sociais no campo penal.


De acordo com Luis Lanfredi, juiz do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas, representante do CNJ e coordenador do programa Fazendo Justiça, o processo de estigmatização se relaciona com o contexto social precário. “O estigma dificulta as relações sociais e promove a marginalização dessas pessoas, não tem fundamento justo. São generalizações e posicionamentos equivocados”. Segundo ele, “isso traz marcas profundas na vida dessa população”. “É uma importante parceria do CNJ com o Veredas. Esse é um verdadeiro antídoto no combate ao estigma, colocando luz sobre uma temática pouco estudada”, disse.


Em períodos de crise, onde há agravamento das vulnerabilidades sociais, Melina Miranda, do CNJ, afirmou que é necessário que estudos desse gênero dialoguem com a sociedade para melhorar a vida daqueles mais precisam. “O Veredas tem um trabalho sério e inovador no Brasil no desenvolvimento de políticas. Pra nós, essa relação é um grande aprendizado”, afirmou.


Dandara Tinoco, representante do Instituto Igarapé, disse que as ações sugeridas pelo documento são possíveis de serem aplicadas em diversas instâncias, podendo trazer mudanças reais para as cidades. “O estigma está associado a vários outros obstáculos. A gente entende que esse é um problema chave a ser solucionado. Esse tipo de material é super importante para quem formula políticas públicas. As propostas são concretas para dar materialidade ao tema”.


Escuta qualificada


Laura Boeira, diretora do Veredas, explicou uma das etapas da construção do documento foi o processo de escuta às pessoas egressas e familiares. “A síntese é um material para informar as ações da vida real nas cidades. Esse público ainda é invisibilizado em diversos níveis da atenção à cidadania”. Segundo ela, há estigmas transversais que envolvem raça, pobreza, dentre outros, que são somados ao preconceito pós-encarceramento.


O que fazer para melhorar a vida das pessoas egressas e suas famílias?


Após as pesquisas sobre políticas do gênero em diversas parte do mundo, o documento aponta como caminho cinco tipos de intervenções que tiveram eficácia na redução de preconceitos contra pessoas egressas e suas famílias. São elas:


  1. Intervenções psicossociais de base comunitária;

  2. junto a pessoas estigmatizadas e suas famílias; Intervenções educativas, combinadas ou não;

  3. com outras, para pessoas estigmatizadas e suas famílias; Promoção de contato entre pessoas estigmatizadas e a população em geral;

  4. Grupos/clubes de apoio para pessoas estigmatizadas e suas famílias;

  5. Ações de comunicação sobre estigma em diferentes mídias.


Leia a Síntese da íntegra

Leia o Resumo Executivo da Síntese

Assista à live na íntegra


Foto: TJES


Ascom Instituto Veredas


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