Veredas e parceiros criam Coalizão Brasileira pelas Evidências para aprimorar políticas no país


Com o objetivo de fortalecer a área das evidências e da tradução de conhecimento no Brasil, instituições se unem para melhorar atuação de gestores públicos

Registro da 1ª reunião da CBE


Cerca de 40 instituições brasileiras que atuam na área das Políticas Informadas por Evidências (PIE) estiveram reunidas virtualmente na última quinta (08/04), na primeira reunião do coletivo intitulado inicialmente de Coalizão Brasileira pelas Evidências (CBE). O projeto é articulado pelo Instituto Veredas, Companhia de Planejamento do DF (Codeplan/DF), Evidências Express (Evex/Enap), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Brasília e pela plataforma Evipnet Brasil. A ideia é unir as instituições para que uma rede de compartilhamento de saberes e práticas seja construída, fortalecendo a cultura do uso de evidências para políticas públicas e intervenções sociais.


A iniciativa é pioneira no Brasil, assemelhando-se a outras redes na área pelo mundo. Um primeiro mapeamento das organizações circulou em novembro de 2020, reunindo respostas de diferentes setores. O projeto tem “financiamento-semente”, como intitula a coalizão, do International Development Research Centre (IDRC), entidade vinculada ao governo canadense.


“Ao longo de 2021, vamos realizar webinários, chamadas públicas e criar uma plataforma para que tenhamos um grande repositório público que seja uma vitrine sobre evidências para gestores públicos, sociedade civil e pesquisadores”, explicou Laura Boeira, diretora do Veredas. Segundo ela, a sobreposição de esforços e a dificuldade em compartilhar diferentes métodos de Políticas Informadas por Evidências (PIE) podem isolar organizações que poderiam ter maior impacto se trabalhassem juntas. “Compartilhando nossos saberes, vamos fortalecer a cultura de evidências”, disse.


Registro da nuvem de palavras construída durante a reunião


Troca de experiências


Durante a reunião, as instituições foram divididas em subgrupos para que apresentassem seus trabalhos e alinhassem entendimentos e desafios para a rede. Vahíd Shaikhzadeh Vahdat, diretor de projetos e articulação institucional do Veredas, após o debate em um dos grupos, afirmou que “a validade e a confiabilidade das evidências depende dos métodos usados. Precisamos acompanhar [as PIE] com olhar específico para cada lugar e contexto”. O diretor também afirmou que a CBE pretende fomentar um espaço de trocas de experiências que permitam o entendimento comum sobre métodos e protocolos da área.


Luciano Máximo, representante do Centro de Aprendizagem em Avaliação e Resultados para o Brasil e a África Lusófona (FGV Clear), acredita que os próximos passos da CBE são uma janela de oportunidade para “sensibilizar lideranças na esfera governamental para obtermos mais espaço na área”. O próximo encontro deve ocorrer em maio, definindo um cronograma de atuação da rede, que almeja tornar-se uma referência nacional sobre o tema.


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