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GDF utiliza documentos elaborados com apoio do Veredas como subsídio para implementação de políticas

7 Aug 2020

 

Suicídio entre crianças e adolescentes, evasão escolar, mulheres e mercado de trabalho são as áreas temáticas das sínteses de evidências que devem subsidiar gestores no DF

 

 Foto: Lúcio Bernardo

 

A Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan) lançou nesta quarta (5/08) três sínteses de evidências elaboradas com apoio do Instituto Veredas. Evasão escolar no DF: uma análise de alternativas possíveis; Promoção da igualdade de gênero no mercado de trabalho; e Como reduzir o suicídio de crianças e adolescentes? Uma síntese de evidências sobre o papel da escola” são os documentos que devem nortear o desenvolvimento de políticas públicas.

 

O lançamento ocorreu durante live no youtube da Codeplan, que trouxe para debate o tema Tradução do Conhecimento. Laura Boeira, diretora do Veredas, explicou que “para fazer política pública, temos que combinar a força da gestão, da academia e da sociedade civil. Para isso, precisamos de uma linguagem acessível a todos. A equipe que vai tomar a decisão precisa identificar as vozes de todos os envolvidos”, explicou.

 

Segundo ela, os documentos, que também tiveram apoio da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Brasília na elaboração, foram viabilizados pelo projeto Parceiros para aprendizado rápido em sistemas sociais (PERLSS), uma rede que envolve especialistas de 15 países. “Mais do que encontrar boas respostas, precisamos fazer boas perguntas: quais causas e consequências diante dos problemas? Usar evidências nas políticas não é selecionar um estudo que traz informações que eu já acredito, mas é parte de um processo de rastreamento e análise dos dados”.

 

 Laura Boeira

 

A secretária distrital de políticas para mulheres do DF, Ericka Filippelli, afirmou que já tem usado as evidências apresentadas para a construção do orçamento do órgão no Projeto de Lei Orçamentária Anual 2021 do DF. “Em meio a uma pandemia, não temos tempo para errar. As evidências me deixam muito confortável para a ação por eu ter acesso a políticas que deram certo [em outros países]. É uma análise detalhada e primorosa dos dados”, afirmou.

 

Adriana Faria, secretária de economia do DF, ressaltou que lançar o olhar científico sobre esses temas aponta caminhos para a resolução de problemas sociais. “Os dados ratificam e mostram a realidade. É uma responsabilidade nossa não só como agentes públicos, mas como cidadãos”, defendeu.

 

Jean Lima, presidente da Codeplan acredita que a implementação de políticas após os documentos apresentados será mais eficaz. “São três estudos importantes. Temos que agradecer ao Veredas. É importante essa parceria nesse processo que une sociedade civil, governo e meio acadêmico. Isso ajuda no monitoramento das políticas públicas. Hoje damos um passo importante para atender aos gestores”, disse.

 

De acordo com Daienne Machado, diretora de estudos e políticas sociais da Codeplan, é a primeira vez que o órgão utiliza este tipo de estudo para dar suporte às suas ações. “Diante de um problema como a desigualdade de gênero no mercado de trabalho, queremos que a secretaria promova o uso de evidências”, exemplificou. “As evidências precisam chegar a tempo na mão dos gestores, precisam estar em formato acessível e responder perguntas importantes”, concluiu.

 

 Ambiente interno da live de lançamento das sínteses

 

Quais são os problemas e caminhos possíveis no DF?

 

Tatiana Sandim, gerente de estudos e análises transversais da Codeplan, apresentou a síntese sobre Evasão Escolar. Ela afirmou que esse tem sido um problema recorrente no DF. "No Brasil, a evasão em 2019 foi de 7,6%. Entre 15 e 17 anos, o percentual sobe para 12%. No Norte e Nordeste, é mais grave a situação. No DF, 44% da evasão está entre a população que tem renda de até meio salário mínimo". Uma das intervenções encontrada pelo estudo é a promoção de diálogo no espaço escolar, unindo pais, professores e estudantes para apresentar informações sobre carreiras, salários e ensino superior, além da melhoria das condições na escola como garantia da segurança alimentar.

 

Rebeca Freitas, chefe de gabinete da Diretoria de Estudos e Políticas Sociais (Dipos) da Codeplan, afirmou que o problema do suicídio entre crianças e adolescentes é preocupante. "É um grave problema de saúde pública global. Para os jovens é mais agravado. Esse é um período de intensas mudanças que geram impactos nas capacidades mentais e emocionais”. Segundo o estudo, no DF, dados do Ministério da Saúde e da Secretaria Distrital de Saúde, entre 2011 a 2017, mostram que houve aumento de 10% na taxa de suicídio de 15 a 29 anos. A promoção de debates sobre o assunto na escola, além do acolhimento e incentivo aos estudantes a procurarem ajuda, foram intervenções efetivas identificadas.

 

Julia Pereira, gerente de estudos e análises de proteção social da Codeplan, apresentou as informações apuradas sobre mulheres no mercado de trabalho. “As mulheres, mesmo tendo mais instrução, possuem menos chances de ter emprego, menos participação em cargos de direção e salários menores. 61% dos cargos gerenciais no Brasil são ocupados por homens”. Como intervenções, a síntese apresenta a possibilidade de criação de grupos de cooperativas femininas, geração coletiva de renda e fornecimento crédito em grupo, além de treinamentos profissionais e para negócios empresariais. Mais documentos com evidências, elaborados com suporte do Veredas, devem ser publicados ainda este ano pela Codeplan.

 

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